
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Tropa de Elite

terça-feira, 9 de outubro de 2007
Henfil
Colaborador do Pasquim e compositor de um traço humorístico crítico e satírico, Henfil é criador de personagens célebres do quadrinho nacional como Graúna (imagem acima),Fradim e Capitão Zeferino, fazendo um quadrinho da descolonização, em uma época que isto era exceção, já que os quadrinhos nacionais tinham seu desenvolvimento sufocado pela distribuição dos quadrinhos norte-americanos pelo mundo inteiro.Destacou-se também por sua postura ativa no combate ao regime da Ditadura,pela democratização do país, pela anistia aos presos políticos e pelas Diretas Já.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Cão-Maravilha mata Bush

Retratando o tema dos quadrinhos afetados pelos atentados de 11 de Setembro de 2001 comentado em nosso programa, talvez o mais inusitado seja Cão-Maravilha criado em 2001 por Reginaldo Carlota que,impressionado com o fato, criou em 2004 uma história polêmica onde o cão descobre que o responsável pelo atentado era na verdade George W. Bush e resolve dar cabo da vida do presidente. A HQ, na época, causou comoção tanto no Brasil quanto no exterior.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
In Her Darkest Hour

terça-feira, 28 de agosto de 2007
X-Men Made in Brasil

quinta-feira, 19 de julho de 2007
Raio Negro

Ainda nos anos 60, o Raio Negro fez muito sucesso por aqui. O tenente da FAB Roberto Sales é lançado no espaço, onde a cápsula em que ele está é atingida por um jato de luz negra, arrastando-o para um disco voador, que havia colidido com um meteoro. Dentro do objeto voador, um ser de Saturno, chamado Lid, agonizava. Obedecendo às indicações do alienígena, o tenente Sales liga os controles da nave e os leva em direção à Saturno. Agradecido por ter arriscado sua vida para salvá-lo, Lid lhe entrega seu anel de luz negra, feito com a energia magnética de Saturno, que lhe dará grandes poderes. O tenente jura só usá-lo para o bem, e volta à Terra, resolvendo assumir uma nova identidade para combater o crime, vindo assim a nascer o Raio Negro, que era uma espécie de mistura entre Ciclope (o visual) e Lanterna Verde (o uso do anel). O Raio Negro foi criado por Gedeone Malagola em 1965.
Capitão 7

terça-feira, 3 de julho de 2007
Edgar Vasques

No início dos anos 70, Edgar Vasques criou um personagem que tinha a intenção de mostrar a cara do Brasil: Rango, um desempregado pobre e barrigudo que vivia em um depósito de lixo. Com muita crítica social - e, obviamente, econômica e política - as tiras do personagem fizeram sucesso em publicações universitárias e logo alcançaram grandes jornais. Em 1974, a editora LP&M lançou seu primeiro livro, tendo o personagem como tema e com prefácio do escritor Érico Veríssimo, que se declarava fascinado pelo personagem e pelas situações tragicômicas que ele vivia. Vasques nunca deixou de desenhar Rango - assim como, infelizmente, os problemas de desigualdade social que o personagem retrata nunca deixaram de existir (pelo contrário, em alguns casos até se agravaram) -, mas o personagem perdeu um pouco do espaço que tinha nos jornais, ainda que seja mais atual que nunca. Recentemente, em 1998, a LP&M lançou uma edição comemorativa, O Gênio Gabiru, trazendo 160 tirinhas inéditas em uma só publicação. E, como bem resumem os editores da publicação, “mudaram as moscas, mas a paródia continua cada vez mais real”.
Tchê

O fanzine Tchê existe desde 1987, publicando artistas de quadrinhos profissionais e amadores. Nele, o leitor encontra trabalhos de Júlio Shimamoto, Mozart Couto, Laudo Jr, Henry Jaepelt, Joacy Jamys, Edgar Franco, Gazy Andraus, Daniel HDR e muitos outros. Para comemorar os 20 anos do fanzine, o responsável, Denilson Rosa dos Reis (professor de História, músico e fanzineiro), preparou uma série de lançamentos, culminando com o CD-Rom Tchê 20 Anos Volume 1, a ser lançado em dezembro. A edição #35 do Tchê (40 páginas, R$ 3,00) traz ilustrações, cartas, HQs, música, poesia, artigos, uma entrevista com Gervársio Santana (Portal TexBr) e uma homenagem a Joacy Jamys. Participam da edição Denilson Reis, Marcel de Souza, Alex Doeppre, Marcelo Tomaz, Jefferson Barboza, Hiirís Lassorian, Henry Jaepelt, Fabiano Alvarez, Milton Soares, Eduardo Manzano, Laerçon Santos, Beto Martins, Renato Coelho, Michel Sanches e Anderson Ferreira. Contatos podem ser feitos por e-mail ou pelo endereço: Denilson Rosa dos Reis - Rua Gaspar Martins, 93 - Alvorada/RS - CEP 94820-380 - Alvorada/RS.
Lugares In-Comum

O cartunista Sérgio Jaguaribe, conhecido por Jaguar, foi um dos fundadores do tablóide humorístico O Pasquim, no final da década de 1960, considerado um dos maiores fenômenos da imprensa brasileira. No Pasquim, Jaguar publicava o simpático e corrosivo ratinho Sig, com suas frases de efeito e tiradas humorísticas. Foi também no jornal que surgiu Lugares in-comuns (formato 14 x 20 cm. 76 páginas, R$12,00), série de tiras irreverentes publicada semanalmente. Essas tiras, que a editora Marca de Fantasia publica nesta obra, são de co-autoria de Jaguar, no traço, e Ivan Lessa, no texto, parceria que se imortalizou nas páginas do Pasquim, cuja sintonia se constata nesta série. Lugares in-comuns explora de forma irônica os chavões, os ditos, as frases feitas e tiradas filosóficas populares, tão cheios de inventividade, sabedoria e, por que não, lugares comuns. Este lançamento faz parte da coleção Biografix, proposta por Wellington Srbek e Henrique Magalhães, que tem como objetivo resgatar o trabalho dos mestres dos quadrinhos e humor gráfico brasileiros, mostrando às novas gerações alguns fragmentos das obras que tendem a se perder no esquecimento.
sábado, 30 de junho de 2007
Velta
Já está à venda pela internet o novo álbum especial estrelado pela mais conhecida criação do quadrinhista Emir Ribeiro. Em Velta - Nova identidade paraibana, a detetive superpoderosa protagoniza duas histórias nas quais tenta salvar a vida de sua mãe, falecida anos antes, vítima de atropelamento. Para isso, a heroína volta no tempo, passa a fazer parte de uma nova família e ganha um sobrenome (escolhido em um concurso promovido em 2004 pelo criador da personagem, e cujo ganhador é divulgado nesta revista). Com 48 páginas coloridas e capa cartonada, a edição foi impressa em duas versões, uma com miolo em papel supremo e outra em couché, custando R$ 8,00 e R$ 15,00, respectivamente. As despesas de postagem variam de R$ 2,50 para envio simples e R$ 5,50 para porte registrado. Acesse o site de Emir Ribeiro para saber quais as opções de pagamento.terça-feira, 26 de junho de 2007
Fantasma bem brasileiro
As gerações mais novas de leitores conhecem bem os artistas nacionais que trabalham para as editoras norte-americanas, mas muitas vezes desconhecem o fato de que nossos artistas já produziam HQs dos heróis "gringos" lá pelos idos dos anos 60.Um herói muito famoso que marcou época no Brasil foi o Fantasma, de Lee Falk. Seu sucesso deve-se a muitos fatores, mas pode-se dizer que a longevidade de suas revistas tem muito a ver com a produção nacional.
Nessa época, era atribuição dos brasileiros produzir histórias ou completar páginas para manter o personagem sendo publicado.
Segundo Walmir Amaral, que dirigiu a equipe de produção, as tiras não conseguiam suprir a edição de revistas mensais. Assim, junto com Gutemberg Monteiro, ele teve a idéia de desenhar o herói.
Sob sua direção, foi então criada o que ele chama de "Equipe Fantasma". Compunham a equipe: Adauto Silva, Wanderley Mayê, Milton Sardella e ainda Julio Shimamoto e Antonino Homobono. Além de chefiar ao artistas e também desenhar, Walmir continuava escrevendo os roteiros, tarefa que dividia com José Menezes.Mesmo com o sucesso de vendas, os artistas brasileiros não eram estimulados a assinar suas histórias, o que, em muitos casos, dificulta descobrir a origem da HQ. "Era proibido assinar as artes, para ocultar que os desenhos em feitos no Brasil. A idéia era passar a impressão de que ainda era Fantasma gringo", revela Júlio Shimamoto. Mas fazendo-se valer da ginga típica do brasileiro, Shima (como também é conhecido) deu um "jeitinho" de marcar suas histórias, ocultando sua assinatura em objetos das cenas, ou em detalhes de figurino ou no cenário. Nas palavras do próprio artista: "Não sou carioca, mas dei meus dribles e consegui camuflar meu nome em siglas de helicópteros ou armas de bandidos, como cimitarras, por exemplo".
domingo, 17 de junho de 2007
O Horror no Brasil
e que revelaram grandes nomes das hqs nacionais como Flávio Colin, Rodofo Zalla, Júlio Shimamoto, Eugênio Collonesse,Rubens Cordeiro, Ataíde Braz, Jayme Cortez, Watson Portela entre vários outros nomes.Tais títulos apavoraram a imaginação de muitos leitores e incentivaram toda uma onda de novos talentos do traço e do argumento brasileiros, inclusive a nós "saladeros" com nossa modesta produção.
Fica, então, registrada aqui nossa homenagem do Salada Crua a estes marcos das histórias em quadrinhos nacionais e, por que não das histórias em quadrinhos de terror mundiais?
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Renato Canini
sábado, 9 de junho de 2007
Fetichast:Províncias dos Cruzados
O álbum Fetichast: Províncias dos Cruzados (formato 21 x 28 cm, 112 páginas, R$ 30,00), da Devir Editora, será lançado no dia 11 de junho, a partir das 19h30min, no Jeremias, o Bar (Rua Avanhandava, 37 - Centro - São Paulo/SP). No centro da maior província de Fetichast, cartazes gigantescos fazem propaganda da única emissora de TV de uma nação em permanente conflito interno. Norte rebelado contra Sul imperialista. Reflexo do poder ditatorial do dono da mídia, o tirânico imperador chamado Desejo. Apesar do clima da guerra, a vida continua no país e nos cruzamentos das grandes avenidas da capital. E é num desses cruzamentos que um músico itinerante se encontra com dois garotinhos também músicos. Acompanhando com o violão, ele começa a cantar para eles a história de cinco crianças: Maria de Graça, Trocadinho, Z, Sindom e Smalt. Freqüentadores assíduos das avenidas da grande província de Fetichast, essas cinco crianças têm histórias de vida diferentes, mas todas carregam em suas rotinas a forte presença da medíocre programação de TV e da violência banalizada. Só o milagre da inclusão social pode tirá-los da condição de meros espectadores, figurantes passivos diante das "telinhas" e torná-los protagonistas de um filme melhor e menos injusto projetado na grande tela da vida. Esta fábula moderna, criada por José Márcio Nicolosi, faz uma crítica severa à programação de TV e à perda dos valores familiares numa sociedade muito próxima da nossa. A história é o segundo episódio da série Fetichast, iniciada em 1991 com a graphic novel Províncias do Desejo, ganhadora do troféu HQ Mix.Este é o segundo álbum que se passa nesse cenário. O primeiro, Fetichast - Províncias do Desejo, foi lançado em 1991, pela extinta editora Nova Sampa.

terça-feira, 5 de junho de 2007
Angelo Agostini


Angelo Agostini (Vernate, 1833 — Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 1910) foi um desenhista italiano que firmou carreira no Brasil. Um dos primeiros cartunistas brasileiros, foi o mais importante artista gráfico do Segundo Reinado.
Viveu sua infância e adolescência em Paris, e em 1859, com 16 anos, veio para São Paulo com a sua mãe, a cantora lírica Raquel Agostini.
Em 1864 deu início à carreira de cartunista, quando fundou o Diabo Coxo, o primeiro jornal ilustrado publicado em São Paulo, e que contava com textos do poeta abolicionista Luís Gama. Este periódico, apesar de ter obtido repercussão, teve duração efêmera, sendo fechado em 1865. O artista lançou, no ano seguinte (1866) o Cabrião, cuja sede chegou a ser depredada, devido aos constantes ataques de Agostino ao clero e às elites escravocratas paulistas. Este periódico veio a falir em 1867.
O artista mudou-se para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu desenvolvendo intensa atividade em favor da abolição da escravatura, pelo que realizava diversas representações satíricas de D. Pedro II. Aqui colaborou, tanto com desenhos quanto com textos, com as publicações O Mosquito e Vida Fluminense. Nesta última, publicou, a 30 de Janeiro de 1869, Nhô-Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte, considerada a primeira história em quadrinhos brasileira e uma das mais antigas do mundo.
Fundou, em 1 de Janeiro de 1876, a Revista Ilustrada, um marco editorial no país à época. Nela criou o personagem Zé Caipora (1883), que foi retomado em O Malho e, posteriormente, na Don Quixote. Este foi republicado, em fascículos, em 1886, o que, para alguns autores, foi a primeira revista de quadrinhos com um personagem fixo a ser lançada no Brasil.
Foi o nosso "saladero" Jonas Fernando que trouxe à mesa esta farta refeição sobre este que é um pilar da produção de quadrinhos nacional e mundial.
"Os Simpsons no Brasil"
Salada Crua traz a você o episódio proibido de "Os Simpsons no Brasil":
Wolverine: Saudade
"A dura realidade das favelas brasileiras arrasta o mais popular dos X-Men a um turbilhão selvagem do qual ele não sairá ileso. Entre crianças de rua, esquadrões da morte, um terrível curandeiro e uma estranha divindade local,Logan terá de se render à evidência: no país do samba, a vida humana vale pouco e a paixão permanece à flor da pele."
